SECRETARIA
DA
SAÚDE
DO
ESTADO
DA
BAHIA
HOSPITAL
GERAL
PRADO
VALADARES
16 de
janeiro
de 2011
40% DA DEMANDA DO PS DO HGPV É DE ATENÇÃO BÁSICA

Desde junho de 2007
funciona o Acolhimento com Classificação de Risco na
porta de entrada do Pronto Socorro do Hospital Geral
Prado Valadares em Jequié, de acordo com os princípios e
diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Com este serviço pioneiro
nesta região da Bahia, além dos princípios da
universalidade e integralidade, o HGPV cumpre de forma
sistemática o princípio da equidade, “o que quer dizer
mais para quem precisa mais, mais rápido para quem
precisa mais rápido, ou seja, o critério adotado para
definir a ordem de atendimento é o risco de morte, ou
seja, é atendido primeiro quem corre maior risco, e
assim sucessivamente”, explica o diretor do HGPV, Gilmar
Vasconcelos.
O diretor do HGPV diz
ainda que naturalmente sabe-se que a cultura popular é a
de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”, mas aos
poucos essa forma de pensar está sendo substituída no
HGPV pelos princípios do SUS, e pelos direitos de
cidadania.
Por falta de conhecimento
do fluxo e disponibilidade de acesso a atendimento nos
serviços de saúde de menor complexidade, os usuários têm
procurado a Emergência do HGPV, a procura de atendimento
para casos que muitas vezes se resolve apenas com
Educação em Saúde, a exemplo da mãe que procura o
serviço para dizer que seu recém nascido faz aleitamento
exclusivo e apresenta ausência de eliminações
intestinais.
Soma aos 40% de
atendimento a grande quantidade de homens e mulheres que
procura a emergência do HGPV com sintomas de doenças
sexualmente transmissíveis. Outros também que não
deveriam procurar o HGPV são usuários que necessitam de
consultas especializadas com neurologista, pediatra,
cardiologista, ortopedista, etc., os quais apresentam
problemas que podem ser resolvidos em consultas
ambulatoriais nas Unidades Básicas de Saúde.
“As necessidades citadas
não resolvem em uma grande emergência de hospital geral,
são casos que precisam ser investigados clinicamente por
especialistas, com auxílio de exames complementares de
imagem e laboratoriais, para tratamento, e consulta de
retorno para confirmar o sucesso da terapêutica”, refere
Gilmar Vasconcelos, e conclui dizendo que a porta de
entrada correta dos usuários no sistema de saúde deve
ser a atenção básica e nãos as emergências dos hospitais
como ainda ocorre hoje.
PANFLETO: QUANDO PROCURAR
O HGPV