SECRETARIA
DA SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA
HOSPITAL
GERAL PRADO VALADARES
22/03/2009
URGÊNCIA RELATIVA AINDA LIDERA RANKING DE
ATENDIMENTOS NO HGPV

O Diretor do Hospital Geral Prado Valadares Gilmar
Vasconcelos informa que o perfil de atendimento do
Pronto Socorro do Hospital ainda é predominantemente de
pacientes de urgência relativa (42% - Verdes) os quais
somados aos ambulatoriais (14% - Azuis) totaliza 56% de
atendimentos que não deveria estar sendo atendidos na
Emergência do HGPV e sim em uma Unidade Básica ou
Consultório de Especialidades, como
otorrinolaringologia, ortopedia, pediatria, urologia,
oftalmologia, ginecologia, dentre outros.
Analisando o gráfico acima observa-se ligeira queda dos
atendimentos ambulatoriais (azul) e de Urgência Relativa
(verde) a partir de agosto de 2008, após abertura do PA
municipal. O pico de paciente azuis em janeiro de 2009 é
reflexo da epidemia de dengue, quando todo sinal de
febre foi orientado procurar serviço de saúde. Os
pacientes de risco verde reduziram e passaram a aumentar
a partir de setembro de 2008, já os amarelos têm
tendência crescente em todo o ano de 2008.
“O HGPV tem vocação de Hospital Terciário e
conseqüentemente sua Unidade de Urgência e Emergência
deverá ser transformada em Unidade de Emergência
Referenciada, priorizando o atendimento de pacientes
graves mediante Regulação realizada pela Central”,
refere Vasconcelos.
“As mudanças propostas têm o objetivo de preservar o
papel do hospital no sistema regionalizado e
hierarquizado, proposto pelo Sistema Único de Saúde”,
pondera o Diretor.
Em conformidade com a Política Nacional e Urgência e
Emergência o Pronto Atendimento ou as UPAs devem
funcionar nas 24 horas do dia e estar aptas a prestar
atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes
acometidos por quadros agudos de natureza clinica ou
crônicos agudizados. Em relação aos casos de natureza
cirúrgica e de trauma, as UPAs podem prestar o primeiro
atendimento, estabilização e investigação diagnóstica
inicial, definindo a necessidade ou não de
encaminhamento a serviços hospitalares de maior
complexidade, é o que reza a portaria 2922 de 02/12/08
que versa sobre o assunto.
De acordo com o coordenador de Urgências e Emergências
do Ministério da Saúde, Cloer Alves, a estratégia de
atendimento das UPAs está diretamente relacionada ao
trabalho das equipes de resgate do Samu. “As equipes são
responsáveis pela primeira intervenção e pelo
atendimento imediato ao paciente. E como funcionam como
centrais reguladoras, são capazes de diagnosticar a
gravidade do caso e decidir o encaminhamento dos
pacientes para UPAs ou hospitais”, explica.
As UPAs são estruturas de complexidade intermediária
entre as Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da
Família e a Rede Hospitalar, com importante potencial de
resposta à enorme demanda que hoje se dirige às portas
hospitalares de urgência, além do papel ordenador de
seus fluxos. “Partindo desse pressuposto os pacientes
com necessidades não emergenciais devem procurar
primeiramente o PA municipal antes de vir ao Pronto
Socorro do HGPV”, explica Gilmar Vasconcelos.
“Diante do exposto é importante elencar as principais
missões das UPAs de acordo com a Portaria 2922/08”,
completa o Diretor do HGPV Gilmar Vasconcelos:
Acolher, intervir e contra-referenciar para a rede de
atenção à saúde, proporcionando uma continuidade do
tratamento com impacto positivo no quadro de saúde
individual e coletivo da população;
Descentralizar o atendimento de pacientes com quadros
agudos de média complexidade;
Garantir resposta nas 24 horas do dia aos portadores de
quadro clínico agudo de qualquer natureza, especialmente
à noite e nos finais de semana, quando a rede básica e o
PSF não estão ativos, em retaguarda a estas Unidades;
Diminuir a sobrecarga das urgências dos hospitais de
maior complexidade;
Ser entreposto de estabilização do paciente crítico para
o serviço de atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU);
Articular-se com unidades hospitalares, unidades de
apoio diagnóstico e terapêutico, e com outras
instituições e serviços de saúde do sistema loco
regional, construindo fluxos coerentes e efetivos de
referência e contra-referência; e
Ser observatório do sistema e da saúde da população,
subsidiando a elaboração de estudos epidemiológicos e a
construção de indicadores de saúde e de serviço que
contribuam para a avaliação e planejamento da atenção
integral às urgências, bem como de todo o sistema de
saúde.