SECRETARIA
DA
SAÚDE
DO
ESTADO
DA
BAHIA
HOSPITAL
GERAL
PRADO
VALADARES
05 de
abril
de 2011
HGPV passou a realizar procedimento de
sangria terapêutica

O Hospital Geral Prado Valadares em Jequié passou a
realizar a sangria terapêutica para atender aos
pacientes do Sistema Único de Saúde, os quais estavam se
dirigindo a outras cidades ou unidades privadas para ter
acesso a serviço que oferecesse o procedimento.
O diretor do HGPV, Gilmar Vasconcelos, refere que o
Sistema Único de Saúde é integral e cuida da saúde do
cidadão desde a atenção primária a saúde até a alta
complexidade, “este procedimento já foi oferecido pela
Unidade de Coleta e Transfusão – UCT da rede Hemoba que
funciona em anexo ao HGPV, mas por conta de questões de
segurança técnica, não mais foi oferecido nas UCTs”,
explicou.
Sensível à necessidade dos usuários e cumprindo os
princípios do SUS em parceria com a rede Hemoba, o HGPV
passou a oferecer o procedimento de sangria terapêutica
em regime hospitalar em qualquer dia que o paciente
internado tiver indicação, e ambulatorial às terças e
quartas-feiras pelas manhãs.
Os pacientes ambulatoriais devem se dirigir à UCT em
anexo ao HGPV para se cadastrarem e agendar os
procedimentos para realização nas dependências do HGPV,
sob os cuidados da enfermeira Gildásia do Espírito Santo
e do médico Tasso Barberino.
Sangria Terapêutica
A sangria terapêutica é um procedimento paliativo
semelhante à doação de sangue, com a diferença de que o
sangue é desprezado após a coleta. Esta terapia é
indicada mais freqüentemente a pacientes portadores de
hemocromatose, policitemia vera e poliglobulia (excesso
de glóbulos vermelhos - ou hemácias), pacientes
pós-transplante renal e portadores de doença cardíaca e
pulmonar podem ter necessidade deste procedimento, além
dos que possam necessitar da remoção de produto
metabólico ou de depósito, tóxicos ao organismo.
Em cada sangria são coletados 500 ml de sangue, volume
este que, de acordo com a condição clínica do paciente,
é reposto pelo volume equivalente de soro fisiológico.
O número e o intervalo entre os procedimentos variam,
visto que depende da doença de base, da condição clínica
do paciente e da resposta ao tratamento.