SECRETARIA
DA SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA
HOSPITAL
GERAL PRADO VALADARES
1º/05/2009
“Reconheço a importância do Trabalho de cada Servidor
que faz o Hospital Geral Prado Valadares funcionar sem
solução de continuidade 24 horas por dia, desejo um dia
feliz e de reflexão para todos” - Gilmar Vasconcelos
– 1º de maio de 2009.
“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se
trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela
redução da jornada de trabalho, mais também pela
conquista de todas as outras reivindicações de quem
produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo
A origem do Dia do Trabalho
Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o
Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX,
a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas
norte-americanos que morreram enforcados em Chicago
(EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados
sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram
início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No
Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado
nacional em setembro de 1925 por um decreto do
presidente Artur Bernardes.
Chicago, maio de 1886
Baixos salários e jornadas de trabalho que se estendiam
até 17 horas diárias eram comuns nas indústrias da
Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e
durante o século XIX. Férias, descanso semanal e
aposentadoria não existiam.
Para se protegerem em momentos difíceis, os
trabalhadores inventavam vários tipos de organização –
como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos
primeiros sindicatos.Com as primeiras organizações,
surgiram também as campanhas e mobilizações
reivindicando maiores salários e redução da jornada de
trabalho.
Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo
industrializado. Chicago, um dos principais pólos
industriais norte-americanos, também era um dos grandes
centros sindicais. Duas importantes organizações
lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações
em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho)
e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As
organizações, sindicatos e associações que surgiam eram
formadas principalmente por trabalhadores de tendências
políticas socialistas, anarquistas e sociais-democratas.
Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve
operária. Dia 1º de maio, os trabalhadores realizam uma
grande manifestação – foi a última do período em que não
houve violenta repressão policial. Nos dias seguintes,
toda ação dos operários foi duramente reprimida pela
polícia, com mortos, feridos e muitos presos. As
conseqüências chocaram o mundo: depois de um julgamento
sumário, várias lideranças foram condenadas a prisão
perpétua e oito deles, à morte na forca. Aos poucos,
porém, vários Estados norte-americanos começaram a
estabelecer jornadas de trabalho menores, de dez e até
de oito horas.
A data vira uma instituição
Dois anos depois, em 1888, a AFL marcava para o dia 1º
de maio manifestações de protestos e reivindicações por
uma jornada de trabalho de oito horas. Em 1890, o 1º de
maio foi comemorado com manifestações em várias cidades
européias e norte-americanas, organizadas por
sindicatos, partidos e associações de trabalhadores.
Nesse mesmo ano, a Segunda Internacional, associação
mundial de trabalhadores socialistas, aprovou em seu
congresso a fixação do 1º de maio como Dia do
Trabalhador: "Festa dos trabalhadores em todos os
países, durante a qual o proletariado deve manifestar os
objetivos comuns de suas reivindicações, bem como a sua
solidariedade", declarava o documento daquele congresso.
As comemorações no Brasil
No Brasil, as comemorações do 1º de maio também estão
relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho.
A primeira celebração da data de que se tem registro
ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro
Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes
políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos
Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos
Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur
Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio
como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas
passeatas, festas comemorativas, pic-nics, shows,
desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o
país.
Getúlio Vargas e o trabalho
Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe
revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente
eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de
"dia oficial" do trabalho. Era nessa data que o
governante anunciava as principais leis e iniciativas
que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a
instituição e, depois, o reajuste anual do salário
mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito
horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu
uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado,
regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o
direito a férias e aposentadoria.
A revitalização do protesto no ABC
Com a ditadura militar em 1964 e o AI-5 em 1968, os
sindicatos e organizações de trabalhadores foram
esvaziados com a prisão e perda dos direitos políticos
de lideranças trabalhistas em todo o país. O movimento
sindical começa a renascer na segunda metade dos anos
70, reivindicando aumento salarial e o fim das
horas-extras. No 1º de maio de 1978, os metalúrgicos de
São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, fizeram uma
manifestação com mais de 3.000 pessoas. De 1978 a 1980,
cerca de 2 milhões de trabalhadores pararam
temporariamente suas atividades para exigir o aumento
dos salários. No dia 1° de maio de 1980, por volta de
100 mil pessoas reuniram-se no Estádio da Vila Euclides,
em São Bernardo do Campo, manifestando apoio ao líder
sindical Luís Inácio Lula da Silva e aos diretores do
Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, presos durante uma
greve.
Fontes:
Movimento Social Negro Baobá- Classe e Etnia e
http://www.culturabrasil.pro.br/diadotrabalho.htm